Sobre o nosso Natal

A 24 rumámos a norte. Este ano o natal passou-se entre formigos, sopa seca, aletria, rabanadas, entre muitas outras iguarias. Passou-se no frio da fronteira entre o Douro e o Minho, mas numa casa quentinha de afectos ( o aquecimento central tabém ajuda vá! :)). Muitos mimos, atenções redobradas e tempo para não olhar para a passagem do tempo. Adoro ter dias em que o marca o tempo são as refeições: "já está na hora do lanche", "bem, tenho que começar a preparar o jantar", "já comia mais qualquer coisa", hehe. Com a chuva e o frio que se fazia sentir lá fora, foram 3 dias passados dentro de portas, mas sem que nos apercebessemos. Entre jogos, sestas do joão, brincadeiras, novos brinquedos (que cá por casa só atraem mesmo nos nos primeiros dias... dêm uma folha branca e lápis à minha filha e verão uma criança feliz!!), o tempo foi passando vagaroso. A melhor iguaria gastronómica foi, sem dúvida, o bacalhau. Um palmo de altura, aquela goma deliciosa, demoradamente assado na brasa... nhami nhami...

 

O João começou verdadeiramente a andar estas férias. Os primeiros passos foram aos 14 meses, como contei em post anterior, mas foi com a chegada dos 15 que começou mesmo a caminhar. Passa o dia a andar para trás e para frente, quarto, sala, cozinha, casa de banho... a maior parte do tempo atrás das minhas saias, porque o joão é tal e qual o que me diziam: colado à mãe.

 

A Teresa notei pela primeira vez estas férias uns pózinhos de ciúme. Eu sempre disse que seria quando ele começasse a querer ocupar o espaço dele com as gracinhas, quando todos os olhos se voltassem para ele à mesa, ao serão, etc. que ela se iria ressentir. E, de facto, assm está  a ser. Não é nada de muito notório, mas são as palavras que ela me diz no silêncio de um ou outro olhar. Trato-os muitas vezes por "amor". E se chamo a o João e não o faço, logo a seguir, à Teresa, vejo logo uma sombra no olhar dela... Por isso, tento evitar chamar a um e não ao outro.

 

Chegámos a 26 e na manhã seguinte o joão acordou com febre, à tarde já estava com 38 e tal e no dia seguinte já era 39... A história portanto repetiu-se. No ano passado foi a Teresa, este ano foi o João. Mais uma vez passámos o ano no aconchego do nosso lar e não passámos mal. Entre marisco, doces, e um bom vinho, fizemos a nossa festa. A Teresa aguentou-se até às 00.00 pela primeira vez e simplesmente adorou ver o fogo. A nossa casa tem uma das melhores vistas sobre o mondego, exatamente onde tem lugar o fogo de artifício, por isso, é puxar a cadeira e sentar em frente à janela. E cá estamos em 2014. Para este blog desejo vida longa e mais tempo para registar os tantos momentos que temos vivido. Este nosso espaço já tem mais de 5 anos (tem a idade da pipoca) e espero que comemore mais. Não sei, contudo, se vou manter este registo no futuro. Andamos a ponderar a privatização. Veremos.

 

Bom ano para todos!

publicado por pipocateresa às 20:54 | favorito