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Blog da Pipoca Teresa e do Piglet João

O que aqui deixo são bocadinhos de nós. Momentos, sorrisos, lágrimas. A vida na sua essência. O que aqui deixo são bocadinhos de vocês. São momentos que quero escrever para não esquecer. O que aqui deixo, deixo para nos/vos tornar eternos.

Blog da Pipoca Teresa e do Piglet João

O que aqui deixo são bocadinhos de nós. Momentos, sorrisos, lágrimas. A vida na sua essência. O que aqui deixo são bocadinhos de vocês. São momentos que quero escrever para não esquecer. O que aqui deixo, deixo para nos/vos tornar eternos.

Eu...

pipocateresa, 20.05.13

Sou como mãe, o que sou como pessoa.

Dou o meu melhor. Faço o possível por ser o melhor possível.

 

Mas sei que existem muitas formas de fazer bem. Sei que o que é bem depende da perspetiva.

 

Por isso, tenho muita dificuldade em criticar. Dizer mal, esse hábito tão português, é coisa que me passa ao lado.

Não gosto de o fazer. Não o faço. Ponto.

 

E depois tira-me do sério quem o faz. A sério. Ele há pessoas que vivem disso. Fazem dessa, a sua principal atividade.

Mexe comigo. Mesmo. Sobretudo, claro está, quando sou o alvo. Mas não apenas. Detesto.

 

Tenho dito. ;)

Foram tempos difíceis...

pipocateresa, 13.04.13

Imaginem uma sequência de peças de dominó incrivelmente alinhadas. A olhar para elas, todas certinhas, tudo parece perfeito, harmonioso, organizado. Agora imaginem a primeira peça da sequência a cair. Estão a ver o que acontece às outras peças? Pois...

É assim a nossa vida.

Alinhada, organizada, tudo encaixado. Levanto-me, vou fazer o leite do joão, enquanto eu ou o pai aquece o leite da teresa. O joão bebe o leite. A teresa bebe o leite. Visto o joão. Visto a teresa. Quando o pai está veste ele a teresa. Os dois na sala com o panda ligado. Tomo banho, visto-me, maquilho-me (sim, tenho que ter uns minutos para isso...). joão no ovo, mochilas às costas, lá vamos nós. Faço 60 km. Trabalho. às vezes almoço, outras como uma sandes ou bebo um sumo. Trabalho. Como umas bolachas e um bebo um iogurte a caminho de casa para mais 60 km. Vou buscá-los ou vou para casa, quando foi o pai buscá-los. Às vezes, chego quando já estão a jantar, outras vezes mais cedo. Depende. Depois de se deitarem ainda trabalho. No meio desta rotina apertada somos felizes, e temos tempo uns para os outros. E sinto mesmo que tenho a vida que sempre quis ter. 

Mas quando numa rotina tão apertada, cai uma peça.............. Enfim. 3 semanas a dormir muito mal, muitas tosses, muitos narizes tapados, vírus e bronquiolites... Ufa, ufa. Hoje esteve um dia de sol lindo e quer-me parecer que é desta que endireitamos as peças novamente! :)

 

Hoje acordei

pipocateresa, 18.03.13

a pensar que a mulher emancipou-se para ser escrava.

É isso que sinto.

Escrava da culpa.

Culpa por não ter tempo suficiente para os filhos, por não os mimar o suficiente, por não estar para eles o suficiente, por não ir buscá-los suficientemente cedo à escola.

Culpa por ter que trabalhar e por trabalhar horas a mais.

Enfim, culpa.

 

(a este sentimento não deverá ser alheio o facto de ontem ter sido o último dia em que dei de mamar ao João)

150 dias

pipocateresa, 19.02.13

São 3600 horas. São 216 000 minutos. São 12 960 000 segundos.

 

Foi este o tempo em que a minha profissão foi ver-te acordar, foi mimar-te, alimentar-te, foi limpar as tuas lágrimas, foi ver-te dar o primeiro sorriso, foi fazer-te rir, foi ver-te agarrar os primeiros bonecos, foi ouvir-te nos teus primeiros sons. A minha profissão foi dar-te a primeira papa e a primeira sopa. Foi passear contigo nos poucos dias em que fez sol. Foi proteger-te em casa nos muitos dias em que esteve chuva. Foi estar contigo e para ti.  

 

Passaram 150 dias desde o dia em que chorei de uma forma arrebatadora quando te vi chorar. Porque o amor que senti por ti foi assim. Total, arrebatador, imenso, absoluto.

 

Passaram 150 dias desde o dia em que nos começámos a conhecer. Do que gostas, do que não gostas. O que te alegra. O que te faz chorar.

 

Passaram 150 dias, 3600 horas, 216 000 minutos, 12 960 000 segundos e parece que hoje é dia 23 de setembro, são 16.11 e choras.

 

E sim, sei que virão muitos mais dias, muitas mais horas e minutos e segundos, mas hoje o que sinto é que terminaram os (só)nossos 150 dias.

Momentos do fim de semana

pipocateresa, 17.02.13

O fim de semana começou com uma sexta-feira em que o sol brilhou no céu. Última fim de semana de licença, havia que aproveitar da melhor maneira.

Tarte de chocolate preparada (receita vista no site youcook) para receber a visita dos avós maternos.

Um passeio a dois no parque...

E que passeio delicioso!!

 

Sábado não nos trouxe o mesmo sol. Umas nuvens altas marcaram todo o dia e foram-se adensando, à medida que o dia ficava cada vez mais frio. Ainda assim arriscámos num passeio ao parque, onde demos pão aos patos, acompanhados pelos avós.

E sim o coração já começou a apertar e muito. Consegui não pensar no assunto até hoje, mas hoje....... Enfim, hoje não consegui pensar noutra coisa....

Restam dois dias.

Mimos natalícios

pipocateresa, 19.12.12

Todos os anos damos umas prendinhas à educadora e auxiliar da salinha da Teresa. A tradição cá em casa é oferecer um conjuntinho da Boticário porque é uma prenda consensual e útil. Como as auxiliares rodam de 2 em 2 anos, a Teresa este ano "perdeu" uma das pessoas que ela mais gostava na escolinha porque foi para outra sala. Quando falámos em prendas, referiu logo o nome desta auxiliar. Ora, com este andamento, e sabendo que o João vai entrar na escola daqui a uns meses, não tardaria a que todos os funcionários da escola tivessem que receber uma prenda. Assim sendo, colocámos mãos à obra e decidimos fazer uns biscoitos. 

 

A tarefa começou no sábado, com participação da prima e da tia C.. Assim testámos a receita e comemos os bolinhos no domingo e durante a semana. Depois foi reproduzir duas vezes a receita (podem ver a receita aqui) e fazer um glacé com corante verde e saíram estes belos saquinhos...

 

O processo foi assim...

 

 

 

Em cada saquinho seguiu uma mensagem personalizada. Para a auxiliar que a deixou, escrevi esta mensagem:

"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." Adoro esta frase de Antoine de Saint-Exupéry. Não a conhecia mas o ano passado, no Natal, num postal de Natal inesperado, escreveram-me esta mensagem. Quando a leio lembro-me sempre de quem a escreveu e de uma outra amiga (visitante deste blog) que deixou de ser colega exatamente há um ano. São duas pessoas que deixaram a instituição onde trabalho e que me fazem muita falta. :)

 

E daqui a pouco vou fazer de Pai Natal.